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domingo, 8 de fevereiro de 2015

A vida a dois em shows.

Sempre tive certa “dependência musical”.
Desde que me conheço por gente, tenho a sensação de que embutido em minha cabeça existe um rádio. Rádio esse que vai trocando de estações conforme meu humor, ou muitas vezes por influência de algo que ouvi ao longo do dia.

Conforme os anos foram passando, essa dependência era tão grande que tinha a sensação de que acabaria trabalhando e ganhando a vida com música. Fosse tocando, compondo, produzindo artistas, ou quem sabe no rádio ou na TV. Mas por motivos que nem eu mesmo saberia explicar e que todos de certa maneira acabam lidando em suas vidas, fui trabalhar numa área nada artística, tampouco ligada à música.

No final da adolescência, depois de me aventurar "fazendo o som" em várias festinhas da turma,  consegui um emprego como sonoplasta num Karaokê, o que acabou me levando a atuar também como DJ esporadicamente. Coisa que até hoje em algumas ocasiões acabo fazendo e que mesmo sem obter qualquer retorno financeiro, faço com muito gosto e acaba sendo uma terapia.

Com instrumentos musicais a coisa foi um pouco diferente. Por uma junção de preguiça e excesso de outros afazeres, só fui me dedicar a aprender mais do que 3 acordes no violão depois de adulto e pai. Acho que aquele “Sol Maior”, “Mi Menor” e “Ré” me acompanharam desde sempre quando colocava as mãos em um violão. Mas foi depois dos 30 que a coisa mudou e consegui transformar em música (e isso é assunto para outro post), as melodias e inquietudes que habitavam minha mente.


Os shows:

Mas o que seria de todo esse amor pela música, somado ainda ao gosto por equipamentos de áudio, se nunca pudesse ver meus artistas preferidos ao vivo?
Fui a uma quantidade razoável de shows e dentre eles vi muitos artistas que ouvia desde muito novo e que, além de nunca virem para o Brasil, quando o faziam, muitas vezes a grana era curta para gastar com “isso”.
De uns anos pra cá, com a situação financeira “um pouquinho” melhor (ou seria um pouquinho menos pior? Enfim...), pude ver ótimas apresentações. E a meu lado sempre tive uma companheira.
Daí o título do texto...



Ela, que se chama Tatiana, é a mulher que me escolheu pra ter a seu lado (sim, até porque inocente é o homem que acredita que escolhe alguma coisa nesses assuntos), acabou virando minha parceira de passeios muitas vezes a locais inóspitos na capital paulista e também virou minha companheira de shows.

Não estou bem certo disso, mas foram muitos e se não me engano o primeiro deles foi no festival que reuniu Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead no Brasil. Show que por sinal falei a respeito nesse POST há certo tempo.

Eddie Vedder - Pearl Jam em São Paulo


Em nosso currículo podemos citar: Agua de Anique, Ludov, Los Hermanos, Radiohead, Kraftwerk, Depeche Mode (em Buenos Aires), Pearl Jam, Bon Jovi (ok, ok... Culpado. Eu vi Bon Jovi ao vivo.), U2, Morrissey, entre outros.

Sempre brincamos que nossa história vem acompanhada de uma trilha sonora e não é exagero afirmar isso. Pois além dos shows, conforme a época, “adotamos” determinado artista para essa função. E artistas como Damien Rice, Swell Season e Eddie Vedder, já foram tocados seguidas e seguidas vezes em nosso “som”.



U2 - São Paulo

Acredito que para quem gosta de música, seja em que nível for, assistir seus artistas preferidos ao vivo sempre é uma experiência reveladora. Seja pra mostrar o quão mecânico e ensaiado pode ser um show, ou a exemplo de grupos como Pearl Jam, como alguns artistas podem ser tão humildes e mesmo assim transformarem um show num grande espetáculo.

Qual será nosso próximo show?

Em breve descobriremos...


Depeche Mode - Buenos Aires

Radiohead - São Paulo

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Wilton é casado com Tatiana e pai de Carolina e do cão Floyd.
Divide seu tempo livre entre a família, seus discos de vinil e seu violão.
Escrever é apenas um de seus hobbies. Mas junto com a música, sem dúvida essa é uma das maneiras mais sinceras de dividir com o mundo, o mundo que o habita.