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domingo, 11 de janeiro de 2015

The Smiths - "A Light That Never Goes Out" - A Biografia

por Pablo Rezende

Após mais uma birra de Morrissey, Johnny Marr , guitarrista do The Smiths, diz ao empresário Ken Friedman “É isso, Ken. A banda acabou”.

Com essas palavras ele deixou claro que não estava mais interessado em dar continuidade ao grupo. O fim oficial aconteceu algumas semanas depois.

A história do The Smiths já é conhecida do grande público: guitarrista talentoso e criativo bate à porta de letrista tímido e excêntrico para comporem canções em formato pop. Após alguns discos de sucesso, a banda chega ao fim.


“The Smiths: A light that never goes out – A Biografia”, lançada no Brasil em 2013, de autoria de Tony Fletcher, tem como função detalhar os fatos que fizeram dos Smiths uma das bandas mais importantes do rock. Eles construíram uma carreira de sucessos originais, encerraram suas atividades no seu auge e hoje são considerados um dos grupos mais influentes no cenário pop rock.

No decorrer da leitura percebemos claramente que o controle criativo/empresarial/orçamentário do The Smiths era formado por Marr/Morrissey. Andy Rourke e Mike Joyce são apenas coadjuvantes. 

O sucesso chega rápido, mas as primeiras tensões surgem logo após as primeiras decisões contratuais. No decorrer dos anos essas questões vão ficando cada vez mais mal administradas pela banda, ou melhor, por Johnny Marr e Morrissey, gerando enorme pressão, estafa e conflitos de convívio. Tudo isso somado ao comportamento excêntrico de Morrissey, levam o guitarrista a tomar a decisão de sair da banda.


Vale a pena?
Se você não é adepto de leitura, a obra exigirá da sua vontade. Ela é constituída de 629 páginas e as coisas só começam a esquentar lá pela número 280, quando surgem Morrissey e Marr, ainda como adolescentes fãs de rock e música pop. A primeira metade do livro, em sua maioria, apresenta um contexto histórico e social de Manchester - cidade natal do grupo – e também mostra a história das famílias dos principais compositores da banda.

O livro fornece muita informação para que possamos compreender a banda de forma mais profunda. No entanto, em minha opinião, 629 páginas é um exagero. Todo o contexto histórico/social, que ocupa a primeira metade da obra, poderia ter sido apresentado em 50, 60 páginas.
O texto teria ficado mais dinâmico sem deixar fatos importantes de fora.









sábado, 3 de janeiro de 2015

The Beatles – All You Need Is Love

A História Por Trás da Canção

por Lino Guedes

A convite do blogueiro Wilton Jr para escrever algumas linhas neste seu espaço dedicado à cultura em geral  e à tecnologia, divido com vocês um pouco sobre uma das minhas paixões: The Beatles!



Sei que alguns vão torcer o nariz, afinal, se os quatro rapazes de Liverpool têm multidões de fãs ao redor do mundo, também colecionam desafetos aqui e acolá. Porém, independentemente de  ser ou não fã deles, o que ninguém pode negar é a grande contribuição que os Beatles deram à música, aos  costumes e à cultura em geral, influenciando não só sua geração, como também, as seguintes.

Mas vamos lá. Um projeto que já tinha em mente há algum tempo era de escrever sobre a história por trás de cada música composta pelo fab four. Parafreaseando aquele tema, músicas dos Beatles que se devem ouvir e entender antes de morrer.

Claro que há um farto material a respeito, entretanto, talvez, o que não chega à grande maioria é a inspiração de cada letra, cada arranjo produzido, em sua maioria, pela dupla Lennon-McCartney que mesmo sendo composta por um ou por outro, eram sempre assinadas por ambos.



Não pretendo fazer uma relação cronológica e nem tão pouco  determinar quantas virão neste espaço e se serão mais ou menos conhecidas do grande público. Guiar-me-ei única e exclusivamente  pela música que me inspira em determinado momento.  E olha que são muitas.
Sendo assim,  vou começar falando de um dos seus maiores sucessos: All You Need Is Love. Talvez movido pela clima que marca esta época do ano,  esta canção seja a fonte inspiradora deste meu primeiro texto.

Era verão de 1967 no hemisfério norte e a tevê britânica BBC estava produzindo um especial, Our World, que inauguraria a primeira transmissão ao vivo via satélite para os cinco continentes. Claro que a banda mais famosa do mundo não poderia ficar de fora desse grande evento que marcaria de forma definitiva as telecomunicações. Convite feito. Convite aceito.

Os produtores do programa só fizeram uma ressalva: que fosse um tema que todos os povos entendessem.  E,  sem dúvida, o amor tem linguagem universal e a música foi escolhida de uma forma natural.

All You Need Is Love foi composta por John Lennon e mesmo sendo simples de letra e melodia refletia perfeitamente o espirito do contexto dequela época  onde jovens, não só dos Estados Unidos, como de todo o mundo, iam às ruas em protesto, entre outros temas ,  contra a guerra do Vietnã.

Como disse à época, o famoso empresário dos Beatles, Brian Epstein,  “Era uma canção inspirada e eles realmente queriam transmitir uma mensagem ao mundo. O bom dela é que não tem como ser mal interpretada. É uma mensagem clara dizendo que o amor é tudo”. Lançada em single, All You Need Is love, logo chegou ao topo das paradas norte-americanas e britânicas e se tornou o hino de amor daquele verão. “Então tinhamos uma mensagem para o mundo: amor. Precisamos de mais amor no mundo”. Contou, Paul.



Todos os quase 400 milhões de espectadores ao redor do mundo que assistiram ao Our World no dia 25 de junho de 1967, e na plateia convidados ilustres e entre eles, Mick Jagger e Eric Clapton, puderam acompanhar, no mais famoso estúdio da história, o Abbey Road,  um clima de festa com balões e cartazes e cuja música foi aberta, pelo produtor musical e mastro, George Martin (para muitos o quinto beatle),  com compassos de “La Marseillase” (hino francês) que nos remete ao melhor espirito revolucionário de liberdade, igualdade e fraternidade. Aliás,  no que diz respeito à revolução os Beatles foram a mola propulsora de muitas delas. Revolução? Acho que já tenho o tema  do meu próximo texto!



Lino Guedes além de amigo, se tornou o mais novo colaborador do "Apertei o Play".
Agora é esperar o próximo texto do cara, que com certeza nos brindará com informação e entretenimento de qualidade.

Até a próxima!